quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O NORDESTE TEM SUA PRESIDENTA
E Dilma foi eleita. O Brasil tem sua presidenta e particularmente nós também. Um momento histórico. E o nordeste estava lá com seus cerca de 70% dos votos dados a ela. Ou seja, milhões de homens e mulheres dos nove Estados dessa região tão sofrida acreditaram numa mulher e depositaram nela o futuro deles e da próxima geração que aí já está. Só no Ceará, Dilma foi escolha de 77% do eleitorado, portanto mais que em toda região.
Do crescimento pujante de nosso país, o Nordeste tem uma bela participação. É aqui que historicamente o povo sempre foi visto como o atraso do Brasil. Mas a economia vem crescendo há anos e isso quem mais sabe é o nordestino – mas não só pelo poder de compra, “pois nem só de pão vive o homem”.
Se não tínhamos nada ou bem pouco, agora temos muito. Além da chance de podermos crescer muito mais, de acreditarmos que nossos filhos poderão usufruir de um país mais rico, humano e justo, temos a oportunidade de dizer que, depois de um pernambucano, a sucessora deste foi eleita incondicionalmente com a ajuda dos nordestinos.
Fizemos a diferença nos mais de 55 milhões e meio de votos e faremos a diferença na construção deste país.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
BATISMO DE SANGUE DE UMA GERAÇÃO
Acabei de assistir a uma das cenas mais belas do cinema, no filme Batismo de Sangue, obra baseada no livro homônimo de Frei Betto...
...em uma das masmorra da ditadura militar brasileira, guerrilheiros - homens e mulheres - participam, atrás das grades, de uma singela missa celebrada por quatro dominicanos. Um deles, Frei Betto. Um outro, o cearense Frei Tito de Alencar.
No momento da consagração, não o pão - que é o Corpo de Cristo. Não o vinho - que é o sangue de Cristo. Mas sim, bolachas maizenas, redondas e refresco em pó, sabor uva.
"Este é o Corpo e o Sangue de Cristo que é dado por vós."
Deus abençoe a liberdade!!!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
PARA QUEM ESTÁ CANSADO DE OLHAR O MUNDO APENAS PELA ÓTICA DO PODER, VEJA ESTE VÍDEO. PORÉM, ADVIRTO, SE AINDA HÁ ALGUM DESEJO DE LIBERDADE EM SEU CORAÇÃO, TALVEZ VC NÃO CONSIGA MAIS SUFOCÁ-LO!!
PRA VCS, A HISTÓRIA...
The War on Democracy 2007 legendado from olho.cósmico on Vimeo.
PRA VCS, A HISTÓRIA...
The War on Democracy 2007 legendado from olho.cósmico on Vimeo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
CRÔNICA
OLHARES URBANOS
Um relógio na parede. O primeiro encontro
matinal. O olhar semi-serrado. Pelas pálpebras,
o flerte com a hora. Os raios do sol que passam
pelas frestas da janela se alongam, lambendo o
piso do quarto, os lençóis da cama e os rostos.
O banho. O café. O olhar sobre aquela que
ainda dorme. A saída e o caminhar por entre
árvores - tão poucas; entre pessoas - tão
distantes; entre automóveis - tão frios.
Um banco de ônibus. “Olha o troco!”
Estranhos dividem o mesmo espaço, o mesmo
quadro; o mesmo olhar sobre a mesma paisagem,
diariamente. Rostos familiares, asseados,
sonolentos, buscam um motivo que os
impulsione, que os faça perseverar naquela
rotina. Trocam-se olhares. Banco duro e vazio
do lado da janela. “Com licença?” Desconforto
democratizado. Olhos tombam vencidos ainda
pelo cansaço do dia anterior. Olhar a hora. “Que
horas, por favor?”
O canto dos pássaros, o som do vento que
assanha as árvores. O riso das crianças. Um olhar
para o passado. A cidade que cresce. Não, a
O olhar sobre o presente. Mas não um
presente qualquer, o presente do modo
subjuntivo: “que eu olhe um mundo melhor”. O
canto das buzinas, o som dos motores, as vozes
que reclamam. Olhando o meu mundo. O banco,
a janela emoldurando a paisagem de ontem, de
amanhã e, quem sabe, do mês que vem; do ano
que vem. Os olhares não se cruzam mais. Viraram
cativos dos devaneios, das leituras ou
simplesmente do sono. A luz, o sol e o calor
participam da leitura. Eu, o sol e entre as mãos,
um Fernando Sabino com folhas soltas, gastas e
amareladas. O olhar que passeia pelas estradas
literárias, pelos campos de verbos, sujeitos e
predicados sempre bem iluminados pela manhã,
numa terra de sol, de luz e de mar. A minha
terra.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
CRÔNICA
SAUDADES DOS OLHOS AZUIS
Não pense que vou escrever sobre um amor
não correspondido, tipo novela mexicana. Vou
escrever sobre um amor, mas um amor à arte de
cantar e a de ouvir, porque não?
Hoje, dia 14 de maio, comemora-se o
aniversário da morte – comemorar o aniversário
velho e maltratado mundo.
Bem, não sabem ainda de quem falo? Talvez
vocês não saibam nada sobre a história da música
ocidental dos anos 40 para cá. Está certo,
ninguém é obrigado a saber; mas todos aqueles
que apreciam a boa música – pois só existem
dois tipos de música, a boa e a ruim – devem ter
o discernimento para saber quem é o mocinho
ou quem é o vilão no mundo da arte. Ok, ok, já
chega de rodeios. Estou falando de Francis Albert
Sinatra, o velho e bom Frank!
Garoto pobre, de um bairro pobre (Hoboken)
em Nova Jersey, Estados Unidos. Sabe como é,
aquela velha história de começar do nada e
brilhar para o mundo.
Era fã do maior cantor na sua época (Bing
Crosby) e sonhava em cantar como ele. Depois
de assistir a um de seus shows decidiu que não
poderia ser outra coisa na vida além de cantor, e
foi à luta. Deu no que deu. Foi um dos maiores
vendedores de discos e conquistador de mulheres
(sim, elas: Marilyn Monroe, Ava Gardner,
GraceKelly, Mia Farrow, etc e etc... quer mais!?),
principalmente no auge dos anos 50, época que
a sétima arte tinha mais estrelas que o céu do
interior de Goiás. Mas isso é uma outra história.
Para falar sobre Sinatra seriam necessárias
muitas linhas, folhas, livros. Vamos então
aproveitar o The Voice, pois ouvir Sinatra é
melhor que falar sobre Sinatra. É presentear, em
um primeiro momento o ouvido e, no segundo,
a alma, já que era com ela que ele cantava. Então
só resta lamentar sua partida e dizer que desde
maio de 1998, o mundo ficou – e continua, para
azar dos amantes da boa música – mais
desafinado.
domingo, 18 de abril de 2010
CRÔNICA
FALANDO, ASSIM, MEIO SOLTO....
NÃO TÔ NEM AÍ! EU QUERO É ESCREVER,
ASSIM MESMO, COM LETRAS MAIÚSCULAS,
GARRAFAIS. TÔ CANSADO! TÔ CHEIO!! VIDA
BURGUESA. BURGUESA?! EU QUERO É
ESCREVER, PÔR PRA FORA. ABRIR... NÃO, ABRIR
NÃO. ARROMBAR AS COMPORTAS DA EMOÇÃO!
JOGAR FORA O LIXO DO “TER”. QUERO GRITAR,
SOLTAR AS AMARRAS DE SE ESTAR SENTADO
EM UMA CADEIRA, EM UM ESCRITÓRIO. PARA
QUÊ GANHAR A VIDA E PERDER A LIBERDADE
DA ALMA? PARA QUÊ?!! EU QUERO É CANTAR O
AMOR, TOCAR UM INSTRUMENTO MÚSICAL,
FAZER AMOR, BEIJAR AS BOCAS QUE NÃO POSSO
BEIJAR, AMAR OS CORPOS QUE NÃO POSSO
AMAR. E SENTIR VOCÊ... QUEM? NÃO SEI. É,
VOCÊ! FORA TODO O TIPO DE CENSURA DA
ALMA, DA MENTE E DO CORPO. “TENHO ANDADO
DISTRAÍDO, IMPACIENTE E INDECISO...” PÔ PAI,
CADÊ AS FOTOS DA MINHA TURMA DA RUA,
CADÊ NOSSOS DISCOS DE VINIL DA LEGIÃO??
EU QUERO UM AMOR MELHOR, EU QUERO
GRITAR! “LIVRE, NASCI COMO A BRISA QUE AS
PRAIAS ALISA E ENCRESPA AS ONDAS DO MAR”.
VIVA O QUE É LÍRICO: O VENTO, AS FLORES, O MAR E AS
ESTRELAS. “ELES PODEM MATAR AS FLORES,
MAS NÃO PODEM DETER A PRIMAVERA”. E EU,
POSSO O QUÊ? NÃO DESCOBRI AINDA O QUE
EU POSSO E O QUE NÃO POSSO, MAS ESTOU
PERTO, MUITO PERTO. ÀS VEZES TENHO MEDO
DA FORÇA NUCLEAR DESSA DESCOBERTA,
DESSE ENCONTRO COMIGO MESMO, FACE-AFACE
COM O ESPELHO. AMIGOS ME DEÊM AS
MÃOS, OS BRAÇOS E OS ABRAÇOS E VAMOS
PULAR DESTA REALIDADE DISFORME PARA A
PERFEIÇÃO DE SERMOS O QUE PODEMOS SER.
VAMOS IR PRA NUNCA MAIS VOLTAR, VAMOS
FAZER COMO FEZ CORTÊZ E QUEIMAR NOSSOS
NAVIOS... AH, COMO É BOM ESCREVER!
OBRIGADO MINHA LÍNGUA, MINHA ESCRITA,
MEU VOCABULÁRIO E A TODOS OS LIVROS QUE
EU LÍ, AOS DISCOS QUE EU OUVI, ÀS BOCAS
QUE EU TOQUEI, AOS CORPOS QUE EU AQUECI,
AOS SONHOS QUE TIVE E DE TODOS OS
ARREPENDIMENTOS QUE DEIXEI DE TER.
TAMBÉM DOU VIVAS À SOLIDÃO QUE TANTAS
VEZES ARROMBOU A PORTA DA MINHA
PERCEPÇÃO, DO MEU CORAÇÃO, DA MINHA
ILUSÃO, DA MINHA GERAÇÃO.
A TODOS, O MEU MUITO OBRIGADO!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
CRÔNICA
TEMPO
Entender o Tempo. Entender o tempo?! O
tempo não se entende, se vive, se sente.
Pergunte ao jovem que, por um segundo perde
o ônibus que o levaria ao primeiro encontro com
a primeira namorada. Pergunte sobre o tempo a
um velho que, sentado na calçada, contempla
uma pelada de futebol dos meninos da rua.
Pergunte também à jovem que, recebendo o
exame positivo de sua gravidez, já começa a
confeccionar o primeiro sapatinho de lã.
O tempo é sublime quando se toma uma
taça do melhor sorvete ao lado da melhor pessoa.
O tempo é um carrasco quando a mesma pessoa
acima vê o melhor sorvete derreter enquanto
espera a melhor pessoa chegar, e ela não vêm.
O tempo, como afirmava Einstein, é relativo.
Nos braços do seu amante, a mulher viaja por
todas as constelações enquanto o gozo percorre
cada célula do seu corpo. O amante, no entanto,
é atacado por uma única descarga de energia,
que em segundos se desfaz.
Para os teólogos, mil anos não passam de
um sopro para Deus. Para muitos, um milênio
podem conter incontáveis vidas. Para um velho,
o tempo voa como um falcão, para um jovem, no
entanto, ele se arrasta como um verme qualquer.
Assim é o deus Cronos.
Entender tudo isso é só uma questão de
tempo.
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