segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Meu novo artigo para o jornal O POVO

Políticos na Net 2.0

06.01.2012| 01:30

Para quem deseja se comunicar com outros, as redes sociais tornam-se imprescindíveis. Imagine para os políticos que devem sempre estar antenados ao que se passa na mente – e nos corações – dos eleitores! 
Apesar desta lógica, poucos são aqueles que operam com relativa eficiência espaços como twitter, blog e Facebook. A constatação é simples: nestes canais de comunicação o público não fica apenas recebendo as mensagens de seus representantes. Por isso o “2.0”, que representa a evolução de uma internet onde o usuário apenas recebia a mensagem, mas não podia interagir, para a geração também de conteúdo. A coisa mudou e democraticamente para melhor. Na internet, todos falam.

As próximas eleições deverão produzir políticos 2.0 que saibam, não apenas falar e escrever em seus blogs e páginas do Facebook, mas, acima de tudo, devem saber, e muito bem, de forma profissional se possível, responder aos seus eleitores. 

Fazer marketing eleitoral e político para a internet não é o mesmo que produzir programas de horário eleitoral gratuito (que ninguém suporta assistir) nem editar material gráfico de cores berrantes só para tentar chamar a atenção cada vez mais difícil dos eleitores.

Meses atrás o Ibope Nielsen On Line divulgou estudo onde aponta que mais de 46 milhões de brasileiros usam as redes sociais em casa ou no trabalho. Isso confere ao Brasil o terceiro lugar mundial no ranking de uso das redes.

Diante disso, cabe aqui uma perguntinha aos nossos políticos de plantão que ainda teimam em fazer campanhas eleitorais na base da pintura de muros, santinhos e cartazes poluidores, como se fazia no passado recente: É possível, senhores, desprezar milhões de pessoas que passam horas em frente a computadores?

Mas, atenção, não falo de uma massa passiva e sem autonomia de comunicação, e sim de gente que quer ouvir, mas principalmente ser ouvida.

E ainda tem político que não responde aos emails ou as postagens de seus eleitores em seus blogs e páginas do twitter e Facebook.

Danilo Amaral
daniloamaraljornalista@gmail.com
Jornalista, consultor de Marketing Político e Eleitoral e especialista em Gestão

Políticos na Net 2.0 | Opinião I Jornal de Hoje | O POVO Online

Políticos na Net 2.0 | Opinião I Jornal de Hoje | O POVO Online

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Convidado para o programa Matina, TV União, canal 17 (Fortaleza)

Falando sobre o maravilhoso mundo do Marketing Político-Eleitoral


Ladeado pelo marquetólogo Pedro Alcino e pelos apresentadores Ilan e Amanda 



Ao vivo para todo o Brasil

sexta-feira, 27 de maio de 2011

REPORTAGEM ESPECIAL

São Francisco é cearense
A rua que dá acesso ao Instituto Religioso Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento é estreita e de terra batida, no bairro Passaré, em Fortaleza. Pareceria uma residência comum não fosse o Tau – símbolo franciscano – anunciando o lugar. As letras estilizadas não deixam dúvida: estamos na Toca de Assis.

Por Danilo Amaral – Pastoral da Comunicação
Para o jornal O Mensageiro da Glória
DENTRO DA TOCA
O sol iluminava bem o terreno onde estão a casa e algumas árvores frondosas. A construção, bem arejada e clara foi pensada para que o vento, por exemplo, circule à vontade. Depois, ficamos sabendo que tanto o terreno quanto a construção da residência vieram de doações de um grupo de empresários cearenses, há cerca de três anos.
A fraternidade foi fundada em 1994 pelo Padre Roberto José Lettieri, na época um seminarista, na cidade de Campinas, interior de São Paulo. São 66 casas no Brasil, 2 no Equador e 1 em Portugal. São divididas em masculinas e femininas, respectivamente Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento. A primeira no Ceará foi aberta em 2003.
Café da manhã recheado
Chegamos pouco antes do café da manhã, especial, diga-se de passagem. Era aniversário de um dos 37 moradores. O velhinho encurvado pela idade de nome Zebedeu completava 96 anos. A idade é incerta, afinal, muitos deles perdeu a noção de tempo. O aniversariante e seus companheiros tinham um cardápio variado com bolo de milho, biscoitos, pães, suco, leite e café.
Olhando com atenção aquele momento já era possível traçar um breve histórico daqueles homens que festejavam mais um dia de vida: idosos, problemas mentais, ex-moradores de rua e sem vínculos com as famílias. Outra característica comum entre eles é atenção que cada um recebe dos irmãos, como são chamados os religiosos que cuidam da Toca. Ao todo são dez. Um deles é o piauiense de Teresina, Ubirajara Paiva, há sete na caminhada religiosa. Por aqui ele é o irmão Simeão Maria do Divino. A prática da mudança do nome civil para um religioso é comum em fraternidades e ordens da Igreja Católica. “Sempre me identifiquei com a Igreja e com os movimentos religiosos. E foi entre os irmãos da Toca de Assis que eu encontrei a oportunidade de servir a Deus e aos mais necessitados”, explica o homem de 43 anos, sob as aparentes pesadas vestimentas marrom, cor herdada do patrono São Francisco de Assis, assim como o corte de cabelo, famoso entre os frades.

EM BUSCA DA FRATERNIDADE
Irmãos Vicente, Armando e Zulena Dantas
Apesar de quase duas décadas de existência a Toca de Assis ainda não foi reconhecida como ordem religiosa pela Santa Sé, como são há séculos os Frades Menores franciscanos. Outro religioso, irmão Vicente de Paulo, explica que recentemente a fraternidade foi elevada a instituto de vida consagrada. Ele nos mostra a cópia do documento com a chancela de Dom Bruno Gamberini, arcebispo de Campinas. Independente dos trâmites burocráticos do Vaticano a vida por aqui segue na missão de “tornar Jesus Sacramentado conhecido e amado, tonando-O, ao mesmo tempo, reconhecido nos irmãos mais pobres”.
Para manter tudo em ordem e funcionando são necessários muitos recursos. Doações, parcerias e muito esforço fazem parte do quotidiano. Curiosamente quem cuida da captação desses recursos é a única mulher – com exceção da cozinheira Selma – a transitar pelo local. Zulena Dantas está há dois anos na Toca captando verba e patrocínio para que o espaço continue funcionando. É ela que dá o toque feminino na casa. “Depois desse tempo à frente da captação me tornei especialista em pedir ajuda”, brinca. “Afinal, são remédios, alimentos, transportes, atendimento médico e por aí vai”. A pesar da dedicação à Toca, Zulena é casada, é mãe e ainda está à frente do movimento em sua Paróquia que assiste, com aconselhamentos, casais recém casados. Na Toca, sempre estamos na presença de alguém. Nossa conversa, por exemplo, foi atentamente observada por Lessie, a cadelinha roliça da casa que também sabe pedir, com o olhar, um pouco de atenção.

ORANDO E TRABALHANDO
A bela Capelinha. Sobre o altar, O Santíssimo
                Historicamente, as Ordens Franciscanas são conhecidas pelo trabalho na sociedade. Eles estão no Brasil, por exemplo, desde o início, com a celebração da primeira missa por Frei Henrique. Portanto, há diversos relatos da participação ativa desses religiosos na construção prática e espiritual dos brasileiros. Os irmãos da Toca mantém tal filosofia que une trabalho e oração.
A marca
O Patrono
A capela da casa é pequena, porém, muito bela. A decoração sacra e o altar são de madeira envernizada. Chegamos durante um dos momentos de adoração ao Santíssimo, exposto sobre o altar. Aliás, a cada hora, pelo menos um dos irmãos se recolhe para orar e meditar no silencioso espaço. Quem nos fala sobre o trabalho é o superior, irmão Armando, 31 anos, natural de Cornélio Procópio, Paraná. “Todos os sábados saímos pelas ruas da cidade para oferecer ‘quentinhas’ com refeições aos irmãos moradores de rua. Muitos estão debilitados, com ferimentos e até doentes. Tentamos minimizar essa situação”, explica. O religioso lembra também de ações como cortes de cabelo, barba e higiene que são levadas até os moradores de praças e calçadas, além da emissão de documentos (muitos dos moradores de rua simplesmente não possuem qualquer registro legal), encaminhamento para postos de trabalho e até tentativas de reunir novamente quem foi abandonado com suas respectivas famílias. “Nossos irmãos de ruas não têm qualquer autoestima e tentamos mudar isso também, sempre trazendo o conforto para o corpo e para o espírito através de uma palavra amiga, de orações e da leitura do Evangelho”, ratifica.
                Irmão Armando, aliás, é um bom exemplo da importância da formação religiosa. Apesar de confessar vir de uma família católica não praticante (os pais ainda relutam em aceitar sua escolha de vida), ele revela que desde a infância sentiu atração pelos movimentos da Igreja. A opção pelos pobres, acredita, nasceu quando ainda era criança. “Na cidade onde fui criado, a pequena Macatuba, interior de São Paulo, havia um único morador de rua. Lembro de sempre vê-lo vagando e se alimentando das sobras de uma padaria. Aquilo sempre mexeu comigo”, relembra. “Tive uma vida normal de estudo e namoro, mas sempre sob os princípios cristãos. Há 11 anos conheci a Toca de Assis e aqui estou feliz, há oito anos”.


“ELES SÃO MINHA FAMÍLIA”
Reginaldo Ramalho
             ao som do Roberto
Atualmente a Toca de Assis já está no limite de sua capacidade de acolhimento, afinal são quase quarenta homens adultos que se alimentam, tomam banho, dormem e usufruem da casa. A pobreza existe no lugar, mas é digna. E todo empenho no servir vai cativando quem permanece. Como já foi dito, a grande maioria vê a vida passando através da luz de uma realidade que não é mais a da maioria das pessoas. Com a mesma facilidade eles riem, choram, cantam e às vezes se perdem num mundo que é só deles. Reginaldo Ramalho, por exemplo, diz que foi trazido por uma tia. Intitula-se como um “bom lavador de pratos que deixa tudo limpinho”. Seu principal passatempo é ouvir músicas em seu radinho portátil vermelho, tão pequeno que cabe facilmente no bolso de sua camisa. “Meus preferidos são Roberto Carlos e Luiz Gonzaga, mas gosto muito de rezar o terço como meus irmãos. Todos são bons para mim!”
“Estou à disposição!” Quem se oferece para entrevista com um sorriso simpático é outro morador, Aurélio Romão. Segundo ele, veio de Santo André, São Paulo, “porque Deus chamou”. Os devaneios afloram: “Minha mãe gostava muito do Padre Cícero. Por isso morei lá em Juazeiro” (Juazeiro do Norte, Região do Cariri cearense). “Dormi nos bancos das praças e depois vim pra cá. Aqui eu sou feliz e eles, os irmãos, são a minha família”, sorri, abaixando a cabeça, revelando os poucos cabelos brancos.

Serviço
Se você quer ajudar ou conhecer mais sobre a Toca de Assis
acesse o site www.tocadeassis.org.br ou visite a casa
na Rua Francisco Vasconcelos Júnior, 08, Passaré, Fortaleza
ou ainda pelo blog tocadeassisoficial.blogspot.com
O e-mail de contato, em Fortaleza é, fortaleza@irmaos.tocadeassis.org.br
E os telefones são 85-3291 5485 e 3232 5277.












domingo, 1 de maio de 2011

MISSÃO: PROFESSOR!

Durante dois dias a missão - prazerosa - foi ser o professor do módulo de Media Training para alunos da pós-graduação em Assessoria de Imprensa, na Faculdade Farias Brito, em Fortaleza/CE.


Acompanhe as imagens das aulas em sala, com a teoria e no estúdio de TV, para as práticas. Em destaque, os nobres alunos!








terça-feira, 11 de janeiro de 2011

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

6ª EDIÇÃO DO PAPO MUSICAL-BRASIL

Olha a 6ª edição do Papo Musical-Brasil aí! E eu que nunca pensei em fazer um programa falando da cantora Simone... que eu destesto!!! hehehehe Mas, profissionalismo é profissionalismo!

Então, canta aí Simone em nosso especial de Natal...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Olá, estamos de volta!!



Esta nova edição do PAPO MUSICAL-BRASIL fala de ninguém mais, ninguém menos que Raul "rock" Seixas.

O PAPO MUSICAL-BRASIL é um quadro produzido, editado, gravado e apresentado por mim. Ele vai ao ar pela Rádio Sol Leste FM (www.radiosolleste.com), de Aquiráz, durante o programa "Tarde Total", do comunicador Emanuel Simões, toda sexta-feira, 13:00hs.


Então, é só curtir!!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010





Descupe, não resisti... chorei!

PAPO MUSICAL-BRASIL

O Papo Musical-Brasil é uma quadro criado, produzido e apresentado por mim. Ele vai ao ar todas as sextas-feiras, pela Rádio Sol Leste FM (www.radiosolleste.com), em Aquiráz e para todo mundo, pela internet, durante o programa Tarde Total, do apresentador Emanuel Simões. Esta é a tão esperada chance de também estar nessa mídia incrível, que o Rádio.

O quadro conta histórias - e lendas - maravilhosas de nossa MPB, seus cantores e compositores e, é claro, suas músicas incríveis.

Hoje, o Papo Musical-Brasil vai falar de Roberto Carlos. Já falamos de Cartola, Dolores Duran e Tom Jobim. Em breve falaremos das histórias internacionais. Aguarde.

Seja bem vindo!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O NORDESTE TEM SUA PRESIDENTA


            E Dilma foi eleita. O Brasil tem sua presidenta e particularmente nós também. Um momento histórico. E o nordeste estava lá com seus cerca de 70% dos votos dados a ela. Ou seja, milhões de homens e mulheres dos nove Estados dessa região tão sofrida acreditaram numa mulher e depositaram nela o futuro deles e da próxima geração que aí já está. Só no Ceará, Dilma foi escolha de 77% do eleitorado, portanto mais que em toda região.
Do crescimento pujante de nosso país, o Nordeste tem uma bela participação. É aqui que historicamente o povo sempre foi visto como o atraso do Brasil. Mas a economia vem crescendo há anos e isso quem mais sabe é o nordestino – mas não só pelo poder de compra, “pois nem só de pão vive o homem”.
Se não tínhamos nada ou bem pouco, agora temos muito. Além da chance de podermos crescer muito mais, de acreditarmos que nossos filhos poderão usufruir de um país mais rico, humano e justo, temos a oportunidade de dizer que, depois de um pernambucano, a sucessora deste foi eleita incondicionalmente com a ajuda dos nordestinos.
Fizemos a diferença nos mais de 55 milhões e meio de votos e faremos a diferença na construção deste país.

AGINDO...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

BATISMO DE SANGUE DE UMA GERAÇÃO

Acabei de assistir a uma das cenas mais belas do cinema, no filme Batismo de Sangue, obra baseada no livro homônimo de Frei Betto...

...em uma das masmorra da ditadura militar brasileira, guerrilheiros - homens e mulheres - participam, atrás das grades, de uma singela missa celebrada por quatro dominicanos. Um deles, Frei Betto. Um outro, o cearense Frei Tito de Alencar.
No momento da consagração, não o pão - que é o Corpo de Cristo. Não o vinho - que é o sangue de Cristo. Mas sim, bolachas maizenas, redondas e refresco em pó, sabor uva.

"Este é o Corpo e o Sangue de Cristo que é dado por vós."

Deus abençoe a liberdade!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PARA QUEM ESTÁ CANSADO DE OLHAR O MUNDO APENAS PELA ÓTICA DO PODER,  VEJA ESTE VÍDEO. PORÉM, ADVIRTO, SE AINDA HÁ ALGUM DESEJO DE LIBERDADE EM SEU CORAÇÃO, TALVEZ VC NÃO CONSIGA MAIS SUFOCÁ-LO!!

PRA VCS, A HISTÓRIA...


The War on Democracy 2007 legendado from olho.cósmico on Vimeo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CRÔNICA


OLHARES URBANOS
Um relógio na parede. O primeiro encontro
matinal. O olhar semi-serrado. Pelas pálpebras,
o flerte com a hora. Os raios do sol que passam
pelas frestas da janela se alongam, lambendo o
piso do quarto, os lençóis da cama e os rostos.
O banho. O café. O olhar sobre aquela que
ainda dorme. A saída e o caminhar por entre
árvores - tão poucas; entre pessoas - tão
distantes; entre automóveis - tão frios.
Um banco de ônibus. “Olha o troco!”
Estranhos dividem o mesmo espaço, o mesmo
quadro; o mesmo olhar sobre a mesma paisagem,
diariamente. Rostos familiares, asseados,
sonolentos, buscam um motivo que os
impulsione, que os faça perseverar naquela
rotina. Trocam-se olhares. Banco duro e vazio
do lado da janela. “Com licença?” Desconforto
democratizado. Olhos tombam vencidos ainda
pelo cansaço do dia anterior. Olhar a hora. “Que
horas, por favor?”
O canto dos pássaros, o som do vento que
assanha as árvores. O riso das crianças. Um olhar
para o passado. A cidade que cresce. Não, a
cidade que incha; que se derrama e que invade.
O olhar sobre o presente. Mas não um
presente qualquer, o presente do modo
subjuntivo: “que eu olhe um mundo melhor”. O
canto das buzinas, o som dos motores, as vozes
que reclamam. Olhando o meu mundo. O banco,
a janela emoldurando a paisagem de ontem, de
amanhã e, quem sabe, do mês que vem; do ano
que vem. Os olhares não se cruzam mais. Viraram
cativos dos devaneios, das leituras ou
simplesmente do sono. A luz, o sol e o calor
participam da leitura. Eu, o sol e entre as mãos,
um Fernando Sabino com folhas soltas, gastas e
amareladas. O olhar que passeia pelas estradas
literárias, pelos campos de verbos, sujeitos e
predicados sempre bem iluminados pela manhã,
numa terra de sol, de luz e de mar. A minha
terra.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

DETALHES ... pequenos ou não!

CRÔNICA

SAUDADES DOS OLHOS AZUIS
Não pense que vou escrever sobre um amor
não correspondido, tipo novela mexicana. Vou
escrever sobre um amor, mas um amor à arte de
cantar e a de ouvir, porque não?
Hoje, dia 14 de maio, comemora-se o
aniversário da morte – comemorar o aniversário
da morte!? – de um dos maiores cantores deste
velho e maltratado mundo.
Bem, não sabem ainda de quem falo? Talvez
vocês não saibam nada sobre a história da música
ocidental dos anos 40 para cá. Está certo,
ninguém é obrigado a saber; mas todos aqueles
que apreciam a boa música – pois só existem
dois tipos de música, a boa e a ruim – devem ter
o discernimento para saber quem é o mocinho
ou quem é o vilão no mundo da arte. Ok, ok, já
chega de rodeios. Estou falando de Francis Albert
Sinatra, o velho e bom Frank!
Garoto pobre, de um bairro pobre (Hoboken)
em Nova Jersey, Estados Unidos. Sabe como é,
aquela velha história de começar do nada e
brilhar para o mundo.
Era fã do maior cantor na sua época (Bing
Crosby) e sonhava em cantar como ele. Depois
de assistir a um de seus shows decidiu que não
poderia ser outra coisa na vida além de cantor, e
foi à luta. Deu no que deu. Foi um dos maiores
vendedores de discos e conquistador de mulheres
(sim, elas: Marilyn Monroe, Ava Gardner,
GraceKelly, Mia Farrow, etc e etc... quer mais!?),
principalmente no auge dos anos 50, época que
a sétima arte tinha mais estrelas que o céu do
interior de Goiás. Mas isso é uma outra história.
Para falar sobre Sinatra seriam necessárias
muitas linhas, folhas, livros. Vamos então
aproveitar o The Voice, pois ouvir Sinatra é
melhor que falar sobre Sinatra. É presentear, em
um primeiro momento o ouvido e, no segundo,
a alma, já que era com ela que ele cantava. Então
só resta lamentar sua partida e dizer que desde
maio de 1998, o mundo ficou – e continua, para
azar dos amantes da boa música – mais
desafinado.

SAIGON ...fica bem alí!

domingo, 18 de abril de 2010

WHAT A WONDERFUL WORLD ...oh, yes!

CRÔNICA

FALANDO, ASSIM, MEIO SOLTO....
NÃO TÔ NEM AÍ! EU QUERO É ESCREVER,
ASSIM MESMO, COM LETRAS MAIÚSCULAS,
GARRAFAIS. TÔ CANSADO! TÔ CHEIO!! VIDA
BURGUESA. BURGUESA?! EU QUERO É
ESCREVER, PÔR PRA FORA. ABRIR... NÃO, ABRIR
NÃO. ARROMBAR AS COMPORTAS DA EMOÇÃO!
JOGAR FORA O LIXO DO “TER”. QUERO GRITAR,
SOLTAR AS AMARRAS DE SE ESTAR SENTADO
EM UMA CADEIRA, EM UM ESCRITÓRIO. PARA
QUÊ GANHAR A VIDA E PERDER A LIBERDADE
DA ALMA? PARA QUÊ?!! EU QUERO É CANTAR O
AMOR, TOCAR UM INSTRUMENTO MÚSICAL,
FAZER AMOR, BEIJAR AS BOCAS QUE NÃO POSSO
BEIJAR, AMAR OS CORPOS QUE NÃO POSSO
AMAR. E SENTIR VOCÊ... QUEM? NÃO SEI. É,
VOCÊ! FORA TODO O TIPO DE CENSURA DA
ALMA, DA MENTE E DO CORPO. “TENHO ANDADO
DISTRAÍDO, IMPACIENTE E INDECISO...” PÔ PAI,
CADÊ AS FOTOS DA MINHA TURMA DA RUA,
CADÊ NOSSOS DISCOS DE VINIL DA LEGIÃO??
EU QUERO UM AMOR MELHOR, EU QUERO
GRITAR! “LIVRE, NASCI COMO A BRISA QUE AS
PRAIAS ALISA E ENCRESPA AS ONDAS DO MAR”.
VIVA O QUE É LÍRICO: O VENTO, AS FLORES, O MAR E AS
ESTRELAS. “ELES PODEM MATAR AS FLORES,
MAS NÃO PODEM DETER A PRIMAVERA”. E EU,
POSSO O QUÊ? NÃO DESCOBRI AINDA O QUE
EU POSSO E O QUE NÃO POSSO, MAS ESTOU
PERTO, MUITO PERTO. ÀS VEZES TENHO MEDO
DA FORÇA NUCLEAR DESSA DESCOBERTA,
DESSE ENCONTRO COMIGO MESMO, FACE-AFACE
COM O ESPELHO. AMIGOS ME DEÊM AS
MÃOS, OS BRAÇOS E OS ABRAÇOS E VAMOS
PULAR DESTA REALIDADE DISFORME PARA A
PERFEIÇÃO DE SERMOS O QUE PODEMOS SER.
VAMOS IR PRA NUNCA MAIS VOLTAR, VAMOS
FAZER COMO FEZ CORTÊZ E QUEIMAR NOSSOS
NAVIOS... AH, COMO É BOM ESCREVER!
OBRIGADO MINHA LÍNGUA, MINHA ESCRITA,
MEU VOCABULÁRIO E A TODOS OS LIVROS QUE
EU LÍ, AOS DISCOS QUE EU OUVI, ÀS BOCAS
QUE EU TOQUEI, AOS CORPOS QUE EU AQUECI,
AOS SONHOS QUE TIVE E DE TODOS OS
ARREPENDIMENTOS QUE DEIXEI DE TER.
TAMBÉM DOU VIVAS À SOLIDÃO QUE TANTAS
VEZES ARROMBOU A PORTA DA MINHA
PERCEPÇÃO, DO MEU CORAÇÃO, DA MINHA
ILUSÃO, DA MINHA GERAÇÃO.
A TODOS, O MEU MUITO OBRIGADO!

MOÇA ...leva meu coração!